quarta-feira, 20 de junho de 2007

Bancos e Consumidores 2

O senador Valdir Raupp (PMDB-RO), autor do projeto que isenta os bancos da aplicação do Código de Defesa do Consumidor, reconheceu que o projeto foi um equívoco e pediu sua retirada da pauta de votação. Segundo seus assessores, a retirada acontece devido à manifestação da população por cartas e e-mails contra o projeto (Folha de São Paulo).

De qualquer modo, mantemos no ar a lista de e-mails dos senadores para a manifestação dos leitores contra ou a favor de projetos tramitando no Senado.

http://www.senado.gov.br/sf/senadores/senadores_atual.asp

terça-feira, 19 de junho de 2007

Bancos e Consumidores

O senador Valdir Raupp (PMDB de Roraima) apresentou projeto de lei que exclui a aplicação do Código de Defesa do Consumidor aos bancos e instituições financeiras. O projeto prevê a criação de legislação específica para a cobrança de juros, taxas e tarifas bancárias. A alegação do senador é de que o projeto visa a "proteger os consumidores, diretamente e por meio de ganhos de eficiência na economia brasileira". Na verdade parece o oposto, uma vez que vai isentar os bancos e instituições financeiras de um instrumento poderoso contra o arbítrio e a roubalheira.

Como ninguém escapa dos bancos, esse projeto afetará a todos. Quem não estiver satisfeito com a proposta do senador pode protestar mandando email para os senadores.

Veja detalhes da matéria no site WWW.idec.org.br (publicação do dia 15/06/07).

Para ir mais rápido, os emails dos senadores estão no seguinte site: http://www.senado.gov.br/sf/senadores/senadores_atual.asp

Três Mitos sobre Motivação

Todo mundo entende tudo sobre motivação. Mas o que temos observado na prática das empresas é que no fundo os gestores se confundem e aplicam os conceitos de forma errada. O pior de tudo é que acham que estão certos. E vão dormir tranqüilos. O resultado é o que se vê.

Há alguns mitos, infelizmente bastante comuns, que precisam ser desfeitos. Não é nada novo, mas sentimos que é necessário comentá-los mais uma vez.

1º mito: como motivar pessoas

Na verdade, sabe-se que ninguém motiva ninguém. Porque ninguém precisa ser motivado. As pessoas já tem a sua motivação, aquilo que faz com que se mexam para suprir as suas necessidades. O papel da liderança é suprir essas necessidades o máximo possível para que os empregados não se sintam desmotivados.

2º mito: a escala de necessidades

Existe realmente uma escala de necessidades. A uma pessoa que está com fome não adianta oferecer auto-realização, interessa-lhe apenas matar a fome. Ou o inverso: a uma pessoa carente de estima, comer chocolate não vai resolver, só vai mascarar o sintoma. Todas as necessidades estão presentes o tempo todo, mas não aparecem ordenadas em estratos, como se costuma desenhar na Pirâmide de Maslow. Sua intensidade varia e é até possível compensar umas com outras, conforme a situação.

Já ouvimos empregados pedindo demissão para ganhar menos (necessidades básicas) numa outra empresa onde o ambiente é melhor (relacionamento) ou onde seu trabalho é mais valorizado (estima). Ou até indo para o funcionalismo público em busca de estabilidade (segurança!), mesmo com condições básicas inferiores e um relacionamento social suspeito.

Os gestores não devem empacar no primeiro estrato, esperando satisfazer de alguma forma as principais necessidades básicas para depois, somente depois, seguir em frente. Trabalhar com os vários grupos simultaneamente vai trazer resultados melhores no clima de trabalho e na retenção de empregados.

3º mito: o papel da empresa na satisfação das necessidades

Uma visão estreita pode nos levar a entender que apenas algumas necessidades devem ser satisfeitas na empresa; os defensores dessa política entendem que as empresas nem têm condições de satisfazer a todas as necessidades e que muitas delas não têm nenhuma relação direta com o objeto da organização. “Aqui não é um clube de campo” – argumentam.

Já os gestores mais espertos entendem que quanto mais satisfizerem as necessidades dentro da empresa, menos os empregados terão necessidade de recorrer a organizações externas para isso. Um exemplo sintomático é a transferência de um grande potencial de liderança da empresa para o sindicato dos trabalhadores. Os empregados que não conseguem realizar seu potencial dentro da empresa, acabam flertando, namorando e casando com o sindicato. Isso pode ser extremamente grave numa situação de confronto entre as duas entidades.

Ficam aí os comentários como sugestão para debate.

segunda-feira, 18 de junho de 2007

Ilusão de Óptica 10 - Perspectiva maluca


Onde está o piso, onde está o teto? Mais uma ilusão de óptica para intrigar. Clique duas vezes sobre a imagem para ampliar.

Diversidade: Imigração Japonesa no Brasil




No dia 18 de junho de 1908 aportou em Santos o vapor Kasato-Maru com a primeira leva organizada de trabalhadores vindos do Japão. Eram 165 famílias que vinham trabalhar nos cafezais do oeste paulista. Foi o início da imigração japonesa no Brasil.

Essa movimentação foi o resultado de acordo entre o Brasil, que precisava de mão-de-obra, e o Japão, que vivia na época uma crise demográfica.

Hoje a população japonesa no Brasil é estimada em mais de 1.500.000 pessoas, sendo considerada a maior população nipônica fora do Japão. Apenas 12% desse total nasceram no Japão; o resto é constituído de filhos (nissei), netos (sansei), bisnetos (yonsei) e por aí afora. Nikkei é a expressão mais utilizada para designar os japoneses e seus descendentes.

No processo migratório houve muitos problemas políticos e sociais, mas o resultado é o que se vê hoje: uma grande integração entre os dois povos, a miscigenação das etnias (descendentes de japoneses com descendentes de outros grupos, como europeus, africanos e índios). Há também, desde a década de 90, uma migração inversa bastante intensa: brasileiros descendentes de japoneses indo trabalhar no Japão, pela falta de mão-de-obra na indústria. São os dekasseguis, motivados para emigrar pelos problemas econômicos que afetaram o Brasil nas últimas décadas do século passado. As estimativas indicam que há cerca de 270 mil brasileiros vivendo atualmente no Japão.

A imigração japonesa no Brasil é um excelente exemplo de diversidade cultural e social. A despeito de todos os preconceitos e tentativas de isolamento, a integração se deu nos dois sentidos, com os descendentes de japoneses incorporando costumes e tradições brasileiras e brasileiros descendentes de outras etnias adotando muitos traços da cultura japonesa.

Também na cultura empresarial é muito forte a influência vinda do Japão, principalmente nos processos de qualidade e produtividade de manufatura. Boa parte desses processos foram introduzidos no Japão por um americano (Edward Deming), sendo ali aperfeiçoados e irradiados para o mundo todo.

No próximo ano espera-se uma grande comemoração do centenário da imigração japonesa no Brasil.

domingo, 17 de junho de 2007

Hotel Cinco Estrelas

1. CARA ARRUMADEIRA,
Por favor não deixe mais estes sabonetinhos no quarto porque eles me atrapalham. Eu trouxe meu próprio sabonete de tamanho normal. Por favor retire os 6 sabonetes que estão na prateleira do armário do banheiro e os 3 que estão no box. Obrigado. – Sr. Solemar


2. CARO HÓSPEDE,

Eu não sou a arrumadeira oficial. Ela volta da folga amanhã. Retirei os 3 sabonetes do box e coloquei no suporte de lenços de papel os 6 que estavam na prateleira. Então deixei apenas os 3 de hoje, conforme ordem da gerência. Espero ter resolvido. – Cátia, Arrumadeira substituta


3. CARA ARRUMADEIRA (espero que seja a arrumadeira oficial) ,

Acho que a Cátia não conversou com você sobre o meu problema com os sabonetes. Quando cheguei ao quarto hoje encontrei mais 3 na prateleira do armário. Como vou ficar no hotel duas semanas, trouxe meu sabonete de tamanho normal. Então não quero os 6 mini-sabonetes na prateleira porque eles atrapalham o uso a pia. Por favor, retire-os. – Sr. Solemar


4. CARO SR. SOLEMAR,

Estive de folga na quarta-feira. Minha substituta deixou os 3 sabonetes conforme ordem da gerência. Eu tirei os 6 da prateleira e coloquei na saboneteira do box. O que estava no box, botei dentro do armário, para sua comodidade. Não retirei os 3 sabonetes que são colocados no armário quando um novo hóspede se registra, pois o senhor não mencionou isso quando se registrou na segunda-feira. Por favor, me avise se eu puder ajudar em mais alguma coisa. – Bete


5. CARO SR. SOLEMAR,

O sub-gerente, Sr. Eduardo, comunicou-me esta manhã que o senhor está insatisfeito com o serviço de arrumadeira. Designei uma nova funcionária para seu apartamento. Por favor aceite minhas desculpas pelo transtorno. Se tiver alguma outra reclamação, por favor entre em contato comigo das 8 às 17h30, no ramal 1108, que cuidarei pessoalmente do assunto. – Elaine Carmen – governanta


6. CARA SRTA. CARMEN,

Para mim é impossível entrar em contato com a senhorita, pois saio às 7:30 e não volto antes das 18:30. Por isso pedi que o Sr. Eduardo desse um jeito nos sabonetes. A nova arrumadeira pensou que eu era um novo hóspede e deixou 3 sabonetes dentro do armário, além dos 3 que são colocados diariamente na prateleira. Em apenas 5 dias, já tenho 24 sabonetes. Por que vocês estão fazendo isso comigo??? – Sr. Solemar


7. CARO SR. SOLEMAR,

A arrumadeira recebeu instruções para não mais entregar os sabonetes e retirar todos os que estiverem no seu quarto. Se eu puder ajudar em algo mais, estarei disponível das 8 da manhã às 17:30, no ramal 1108. – Elaine Carmen – governanta


8. CARO SR. EDUARDO,

Todos os sabonetes foram removidos do quarto, inclusive o meu, de tamanho normal. Quando cheguei ontem à noite, tive que chamar o serviço de quarto para pedir mini-sabonetes. – Sr. Solemar


9. CARO SR. SOLEMAR,

Informei à nossa governanta, Elaine Carmen, sobre o seu problema com os sabonetes. Não consigo entender por que não há sabonetes no quarto, pois as arrumadeiras são orientadas para deixar 3 unidades toda vez que fazem a arrumação. Esta situação será reparada imediatamente. Desculpe-nos pelo transtorno. – Eduardo Alves, sub-gerente


10. CARA SRTA. CARMEN,

Quem teve a maldita iniciativa de deixar 54 mini-sabonetes no meu quarto??? Eu não quero. Eu quero de volta meu maldito sabonete de tamanho normal! É só isso. Por favor devolva-o. – Sr. Solemar


11. CARO SR. SOLEMAR,

Como o senhor tinha se queixado que tinha sabonete demais no seu quarto, mandei retirar. Como depois o senhor reclamou com o Sr. Eduardo que os sabonetes haviam sumido, eu devolvi pessoalmente os 24 que tinham sido retirados e mais os 3 diários. A Cátia, que não sabia disso, colocou mais 27. Pelo padrão do hotel lamentamos não poder fornecer sabonetes de tamanho normal, conforme o senhor está solicitando. – Elaine Carmen - governanta


12. CARA SRTA. CARMEN,

Apenas um bilhete para atualizá-la quanto ao inventário dos sabonetes:
Na prateleira embaixo do armário – 18 (em quatro pilhas de 4 e uma pilha de 2);
Dentro do armário – 14 (em três pilhas de 4 e uma pilha de 2);
No suporte de lenços de papel – 11 (em duas pilhas de 4 e uma pilha de 3);
No guarda-roupa – 15 (em uma pilha de 3 e três pilhas de 4);
Na saboneteira do box – 6 (já se desfazendo com a umidade);
Do lado direito da banheira – 1 (ligeiramente usado);
Do lado esquerdo da banheira – 6 (em duas pilhas de 3);
Total geral – 71 sabonetes

Por favor, peça à Cátia que mantenha as pilhas de sabonetes arrumadas e limpas. Avise que pilhas de mais de 4 sabonetes podem ficar instáveis. O mármore da janela também pode ser usado para futuras pilhas. Mais uma coisa: comprei outro sabonete de tamanho normal, que guardo no cofre para evitar futuros desentendimentos. – Sr. Solemar



SATISFAÇÃO DO CLIENTE


Nem sempre é difícil satisfazer o cliente. Muitas vezes é suficiente escutá-lo. Sempre é preferível conversar olhos nos olhos para entender o que ele quer.


Esteja sempre de bom-humor!

sexta-feira, 15 de junho de 2007

Você sabe o que é isto?

(Clique duas vezes para ampliar)