segunda-feira, 14 de maio de 2007

Competências Críticas para a Carreira

Um dos melhores livros que li sobre desenvolvimento pessoal é o Skills for Success, de Adele Scheele. Foi publicado em 1979 e mesmo a edição americana é rara. Ela trata de vários assuntos muito importantes para quem está procurando um trabalho melhor (talvez até na mesma empresa). No livro a autora relaciona oito competências críticas para a carreira profissional, com exemplos. O resumo bastante rápido que tentei fazer delas é o seguinte:


a. Experimentar fazer

Tentar coisas novas, tentar formas novas de fazer as mesmas coisas, fazer melhor ainda aquilo que gosta, fazer mais a respeito do que interessa para a organização etc. Quando você inova no próprio trabalho, além de desenvolver suas habilidades mais importantes, você está se expondo a colegas, chefes e pessoas de outras empresas.

b. Arriscar relacionar-se

Estabelecer contato com quem pode ajudar, com quem precisa, com quem ainda não conhece. Importa quem você conhece, não o que você conhece. O produto que não está na vitrine é menos vendido. A sua rede de contatos é pequena, precisa (e pode) ser expandida das maneiras indicadas.

c. Evidenciar participação

Demonstrar claramente para a organização que você faz parte dela e é importante. Preocupar-se com o todo e não apenas com a sua tarefa. Aprofundar-se nos assuntos. Trazer sugestões. Essa é outra maneira de evidenciar não somente as habilidades mas o caráter e chamar a atenção sobre si de forma positiva.

d. Exibir especialização

Demonstrar o seu talento, seus conhecimentos, sua experiência da melhor forma possível. Utilizar todos os seus recursos no trabalho. Verificar de que forma seus talentos podem ser mais úteis e visíveis. Em vários capítulos Adele Scheele reforça sua certeza de que todas as pessoas têm talentos importantes e que eles precisam ser utilizados e exibidos.

e. Usar alavancagem

Utilizar pessoas conhecidas e desconhecidas para chegar aos locais ou situações onde possa experimentar fazer, conectar-se, evidenciar participação ou exibir seus talentos. Aqui não se trata apenas de se conectar, mas de procurar meios de chegar ao ponto necessário. Isso não é imoral, de forma alguma. É através dos contatos que conseguimos praticar algumas competências.

f. Ampliar realizações

Expandir suas realizações através de outros projetos ou de sua aplicação a outras situações ou locais. Escrever sobre elas. Fazer palestras sobre elas. Estudar mais, trocar mais idéias e apropriar-se de tudo o que diz respeito ao assunto. Trata-se do aprofundamento ou especialização naquilo em que somos melhores – e através do que podemos difundir uma imagem profissional mais positiva.

g. Auto-apresentação

Mudar a forma de ser visto. Praticar o conceito de que sucesso traz sucesso. Não confrontar as pessoas, mas utilizar as situações para apresentar-se de forma positiva e forte. Já tratamos disso em artigo anterior. Tive recentemente um exemplo interessante: uma moça sorridente de maneira informal nos cumprimentou, perguntou o que fazíamos e se apresentou como vendedora de instrumentos cirúrgicos. Ainda de quebra fez a apologia dos contatos casuais como uma boa forma de venda. Tudo isso não demorou mais que um minuto – só que ela estava preparada para se auto-apresentar.

h. Posicionamento profissional

Não perder tempo aprendendo novas habilidades técnicas. Aprender novas habilidades não técnicas. Estar no lugar certo no momento certo. Fazer alguma “lição de casa” para completar desenvolvimento (não esperar que a empresa faça isso). Conhecemos muito bem a nossa profissão, mas nem sempre sabemos utilizá-la na nossa carreira. As habilidades não técnicas são o relacionamento, a comunicação, as apresentações (de todo tipo), a negociação etc.

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