sexta-feira, 25 de maio de 2007

Energização

Quando a ação coordenada de vários elementos leva a um resultado superior àquele que seria a simples soma dos resultados isolados desses elementos, damos a isso o nome de sinergia. Todos conhecem a palavra e o conceito. Pesquisando na web, vamos encontrar milhões de artigos a respeito.

A chave da sinergia é a coordenação. Um grupo de pessoas trabalhando na mesma sala, em um mesmo projeto, não gera sinergia. Muitas vezes, na verdade, é ver-se que o resultado final é menor do que a soma dos esforços individuais.

Nesse caso, o que dissipa a energia num agrupamento humano, dentre outras coisas, é a competição predatória (as pessoas torcem para o trabalho dos outros não vá tão bem quanto o seu), o criticismo (necessidade de apontar os erros dos outros ao invés de elogiar as qualidades) e a liderança controladora (o “chefão” quer que tudo seja feito do seu jeito, ameaça demitir quem não atingir as metas ou se gaba do próprio esforço de trabalhar mais do que todos). Ou a energia é dissipada porque o processo de trabalho é incoerente, tenta-se avaliar os resultados intermediários num processo criativo, por exemplo.

ENERGIA NA ORGANIZAÇÃO

Quando eliminamos os maus hábitos, como esses citados acima, a simples colocação de um desafio para o grupo vai despertar o potencial das pessoas para a solução do problema, gerando muita energia. A solução do problema, então, gerará mais energia ainda, que pode ser canalizada para o desafio seguinte.

A liderança, porém, tem que tomar cuidado para não gerar desgaste. As idéias devem ser valorizadas e não criticadas. Todos os elementos do grupo precisam ter uma visão geral e informações do que está acontecendo, além de entenderem o efeito da sua participação no resultado esperado. Eles têm que se divertir enquanto resolvem o problema. Nas palavras de um especialista, funcionam mais os afagos do que os empurrões.

Falando em afagos, outra técnica simples e eficaz é o reconhecimento incondicional, aquele que não é o resultado de uma meta atingida, mas a confirmação de que percebemos e apreciamos a existência do outro. Pode ser um tapinha nas costas, o polegar levantado ou um sorriso. Quanto mais incondicional, criativo e inesperado, melhor. Se vier de um nível hierárquico superior ou de alguém que estimamos, tanto melhor – mas o toque é sempre bem recebido, venha de quem vier.

Por sua vez, o reconhecimento condicionado ao atingimento de uma meta também gera energia – desde que não seja discriminatório, parcial ou mecânico. Uma forma específica de reconhecimento que gera muita energia é a celebração, uma vez que congrega várias pessoas com um mesmo objetivo de retribuição ao esforço dispendido.

ENERGIZAÇÃO INDIVIDUAL

As pessoas também podem se energizar individualmente. É interessante notar que a energia vem principalmente do emocional, assim como por esse meio se perde muita energia. Sentir que o seu potencial está sendo utilizado gera uma emoção energizadora. Resolver uma charada ou um sudoku também.

Uma técnica para gerar energia no indivíduo é a mudança. Há um provérbio chinês que diz que se você quer uma mudança na sua vida, mova 27 coisas. Cada vez que mudamos algo fisicamente, nosso cérebro também tem que fazer alguns malabarismos para se acostumar, e tudo isso gera energia. Como as grandes mudanças (de cargo, de empresa, de sala) não são freqüentes, podemos criar pequenas mudanças, como a movimentação de móveis e objetos no cenário em que passamos muito tempo.

Uma variante notável da mudança é a limpeza de gavetas, prateleiras e armários, descartando o que é inútil, reagrupando o que tem valor material ou sentimental, fazendo uma verdadeira limpeza física e mental. O apego aos objetos inúteis vai embora com o descarte e abre espaço para novas coisas, gerando energia com a movimentação.

São mudanças aparentemente pequenas mas que geram grande dose de energia em nós. Tente fazer para confirmar!


Créditos: Adele Scheele e Whit Criswell.

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